quinta-feira, 13 de agosto de 2009

História Do Master System

HISTÓRIA

O console nasceu como a evolução de outro sistema da Sega, o SG-1000 Mark. Existiam dois modelos, o SG-1000 Mark I e o SG-1000 Mark II quando em 20 de outubro de 1985 a Sega lançava o terceiro modelo, que herdava o nome SG-1000 Mark III mas era bem diferente dos antecessores, possuía mais memória e um melhor processamento. Era a aposta de "super console" da empresa para competir com o Famicom. Ele era retrocompatível com os modelos anteriores de SG-1000 Mark, e trazia além da entrada de cartuchos a entrada para jogos em cards.
Alguns meses depois, o console viria a ser lançado nos EUA com um novo nome, mais apelativo ao mercado americano, e redesenhado: era batizado Master System. Na época, no entanto, o NES já tinha 90% do mercado americano, e exclusividade de várias produtoras, o que foi crucial para o baixo sucesso comparado ao console da Nintendo.
Cerca de um ano depois, a Sega lançava no Japão um modelo incrementado, com a adição do chip de som Yamaha YM2413 FM, controle Rapid Fire e os óculos 3D. Neste relançamento, o console ganhou o seu nome oficial, Master System, desvinculando-o da série SG-1000 Mark. Enquanto isso nos EUA, o console não ia nada bem e tinha um desempenho pífio comparado ao NES, o que fez a Sega chegar ao ponto de vender os direitos do Master System lá para uma tal empresa chamada Tonka, que nunca havia tido qualquer experiência com videogames e isso só contruibuiu para que o Master caísse rapidamente no esquecimento. Nem mesmo o novo modelo, o Master System II, lançado em 1990, foi suficiente para fazer o povo americano ter mais apego pelo console e seu fim lá foi decretado em 1991, quando o último jogo foi lançado oficialmente no mercado americano: Sonic.
Voltando para o Japão, a situação também não era das melhores. Nem o Mark III original nem o Master System conseguiam seguir o ritmo do Famicom e o último suspiro foi dado em 1989, com o último jogo, Bomber Raid. Note que lá no Japão o Master/Mark III nem chegou a receber qualquer jogo do Sonic, que só viria a ser "inventado" mais de um ano depois. Lá, os jogos do ouriço azul saíram para o Game Gear, e foram convertido nos EUA/Europa para o Master System (por isso que em coletâneas como o Sonic Gems Collection os jogos aparecem como "Game Gear" e não "Master System"). Com isso encerramos o ciclo do Master System nos dois mercados onde não fez tanto sucesso, o Japão e os EUA.
A Europa foi um dos mercados onde o console fez mais sucesso. Apareceu por lá em 1987 e seu sucesso se deveu principalmente ao fato de a Nintendo não comercializar o NES em todos os países de lá, permitindo o console da Sega ganhar terreno rapidamente. O sucesso aumentou ainda mais com o lançamento do Master System II (o mesmo modelo americano), que vinha com Alex Kidd in Miracle World na memória e, posteriormente, com Sonic. O console foi suportado no continente por quase 10 anos, terminando seu ciclo de sucesso em 1996. A Oceania foi outro lugar onde o Master reinou absoluto até 1997, devido à baixa presença da Nintendo na área e principalmente de um distribuidor que tinha forte incluência no comércio local, o que fez brotar Master Systems em todos os cantos do continente.
Master System no Brasil
Agora sim, chegamos à história do nosso querido console aqui em território nacional. Vendido pela Tec Toy a partir de 1989, ocorreu algo parecido com a Europa: como aqui não existia representante da Nintendo, o Master System assolou as lojas do país e caiu na graça do público que tinha propagandas e produtos em português, um forte apelo comercial que a Nintendo não tinha por aqui. O primeiro modelo brasileiro era exatamente igual ao primeiro modelo americano, inclusive com os mesmos jogos na memória. Pouco tempo depois, a Tec Toy conseguia baixar os custos de produção e resolvia lançar uma versão mais barata, e para dar um "nome de coisa nova", inventou o nome Master System II, adicionando também novos jogos na memória para dar uma renovada. Quando a Sega dos EUA/Europa lançou o novo modelo, o Master System II de lá, a Tec Toy pensou "essa não, já temos um Master II aqui!" e claro, para não deixar de lançar aqui o novo e promissor modelo, lançou com o nome Master System III Compact, que vinha com Alex Kidd na memória e posteriormente também com Sonic. Aqui acabava o vínculo do "nosso Master" com o Master do resto do mundo e começava a era de criatividade da Tec Toy.
O primeiro fruto dessa criatividade e admirado no mundo inteiro foi a concepção do Master System Super Compact, uma versão "portátil" que transmitia o sinal via RF sem o uso de cabos ligados à TV, e o aparelho funcionava ainda com pilhas, o que o fazia 100% livre de qualquer fio externo. Até mesmo um modelo "feminino" foi lançado, o Master System Girl, que era todo rosa e vinha com Mônica na memória (a versão "para garotos" vinha com Super Futebol II). Infelizmente as pilhas do Master System Super Compact acabavam muito rápido e o console era pesado, então ele não fez tanto sucesso quanto os modelos anteriores.
A Tec Toy sempre foi tão "à vontade" com o Master System e tinha um sucesso tão reconhecido que chegou a conseguir autorização pra fazer seus próprios jogos e ports de jogos Game Gear. Alguns dos ports mais famosos incluem Sonic Blast e Virtua Fighter, jogos que assim ficam exclusivos, para Master, no Brasil. A criação própria da Tec Toy mais famosa certamente é Street Fighter II, devidamente autorizado pela própria Capcom, que resultou em uma conversão bem decente do jogo em 1997. Foi o maior jogo em cartucho do console (8 Mega), e tinha até vozes digitalizadas. E quando o negócio era lançar jogos com temas brasileiros sem o esforço de fazer o jogo do zero, como em Street Fighter, a solução era fazer hacks de algum jogo já existente, mudando apenas os desenhos dos cenários, personagens e textos. Desta forma tivemos Mônica no Castelo do Dragão (hack de Wonder Boy in Monster Land), Sapo Xulé vs. Os Invasores do Brejo (hack de Psycho Fox), Chapolim x Drácula - Um Duelo Assustador (hack de Ghost House), entre vários outros. Mas bem antes dessas criações e recriações, a Tec Toy já se destacava por simplesmente traduzir os textos de alguns jogos - destacando, claro, a aclamada tradução de Phantasy Star. O último jogo lançado pelo Tec Toy no Brasil foi Sonic Blast, em 1998.
Acabava aí uma era, a era em que a Tec Toy espelhava aqui no Brasil o que acontecia com o Master lá fora, e começava a era das criações bizarras com dezenas de jogos na memória. Neste meio tempo, o Master System já teve versões com 74 jogos na memória, com 105 jogos na memória, com 112 jogos na memória, com 120 jogos na memória e o modelo mais atual, com a incrível marca de 131 jogos na memória. Todas estas "versões" são esteticamente iguais ao modelo original do Master System III mas com cores meio bizarras, já foi branco e amarelo, o modelo mais novo é cinza e azul, e até botão laranja o pobre Master já teve. Felizmente nestas versões a Tec Toy sempre manteve a entrada de cartuchos (embora seja meio inútil, já que provavelmente todos os jogos que alguém iria jogar em cartucho já estará entre os mais de 100 jogos da memória). Vale destacar ainda que nesta versão mais nova, de 131 jogos, há duas "novidades": a conversão de Sonic Drift, lançado originalmente para Game Gear e nunca lançado em cartucho para o Master, e um jogo de Sudoku feito pela Tec Toy.
Há alguns anos atrás o fantasma do Master System Super Compact pairou sobre a Tec Toy e eles inventaram o tal do Master System Handy, um modelo totalmente diferente (e portátil), sem entradas para cartucho, e com 27 jogos na memória. Felizmente essa idéia não foi muito pra frente e as lojas inclusive fizeram uma queima total de estoque para desaparecer com o modelo das prateleiras - chegou a ser vendido por R$ 30,00 na Casa & Video.
O fato é que graças à Tec Toy o Brasil é o único país onde o Master System ainda é um console ativo e com suporte. Atualmente com 131 jogos, o céu é o limite, ainda teremos em alguns anos uma versão com todos os jogos na memória, podem anotar, e sempre com cores sinistras (ainda não saiu um modelo verde, talvez esta seja a cor escolhida para a próxima versão...). Mas mesmo assim dá gosto ver que hoje em dia filhos de caras que jogaram o Master System em sua infância/adolescência ainda podem encontrar nas prateleiras das lojas o imortal console da Sega. Vida longa a ele!
Acessórios
• Sega Control Pad: controle padrão. Possui apenas dois botões (1-Iniciar e 2) e o direcional. • SG Commander: Um controle diferente do original, possui função turbo (número 3021) • Control Stick: Controle em forma de manche, disponível com o jogo OutRun ou sozinho (número 3060) • Handle Controller: Controle para jogos de corrida e aeronaves (número 3041) • Sports Pad: Controle estilo trackball, usado em alguns jogos de esporte (número 3040) • Óculos 3D SegaScope: Óculos que dão a sensação de ambiente 3D em alguns jogos (3073) • Sega Light Phaser: Pistola para jogos de tiro (número 3050) • Rapid Fire: Adiciona função turbo ao controle (número 3046) • Controle de 6 botões: Modelo similar ao controle do Mega Drive, começou a ser comercializado pela Tec Toy após o lançamento de Street Fighter II e é o modelo adotado desde então.
Observações: Alguns acessórios só foram lançados na Europa, outros somente nos Estados Unidos. O acessório Rapid Fire vendido no Brasil não possui as duas chaves para ligar/desligar a função turbo.
Especificações
• CPU: Zilog Z80 8-bit 3579545Hz em PAL/SECAM e NTSC • Gráficos: Chip customizado da SEGA baseado do modelos Texas Instruments TMS9918/9928 com várias adições • 384 Kbits ROM, jogos usam método de mudar páginas (cada página é 128Kbit) para ter acesso a toda a área do cartucho • Som: Texas Instruments SN76489 4 canais mono (chip FM YM2413 disponível apenas no aparelho Japonês) • 64 Kbits (8KB) RAM • 128 Kbits (16KB) Video RAM • 32 cores simultâneas de 64 disponíveis (pode também exibir 64 cores simultâneas com certos métodos de programação) • Resolução de tela de 256x192 (Alguns modelos podem suportar outras resoluções além desta) • 3 geradores de som quadrado + 1 gerador de som ruído-branco • 1 slot para cartuchos • 1 slot para cartões (descartado em modelos posteriores) • 1 slot de expansão (não usado fora do Japão)

Um comentário:

Marcelo disse...

Então... nossa o master portátil é trashizinho mesmo , mas mesmo assim 30 conto!!! eu comprava ;)
Realmente algo que você disse eu concordo e não concordo o fato dele ter sido imortalizado aqui , porém dúvido que algum filho meu um dia (não tenho filhos) irá querer jogar isso , ele. Já que hoje em dia é só gráficos monstruosos e jogos quase reais , dificilmente acho que alguém que nasceu em 2000 pra cá ainda vá querer ter um master system no lugar de playstantion 3.isso é muito triste , pois o que seria dos novos se não existisse os jogos antigos.

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